Ficha limpa ou suja, o que isso importa num país repleto de políticos pilantras, corruptos e oportunistas? Quando o cidadão concorre a algum cargo na empresa privada, ele será sempre avaliado com base no currículo, nas qualidades técnicas e na experiência profissional, além do que não deve ter contra si nenhum fato desabonador de conduta.
Isso não é novidade, eis que até num clube recreativo para se tornar associado o pretendente deve mostrar comportamento normal na vida particular.
Aqui sempre se admitiu na política, bandidos que num passe de mágica se transformam em vereadores, deputados, senadores e até em presidente da república, cargos para os quais não se exige nenhuma experiência, muito menos conhecimento, nem ficha corrida limpa, o que é um absurdo.
O político mau-caráter quando pego com a boca na botija e investigado pela prática de ilícito incompatível com o exercício do mandato, chega a renunciar ao cargo para o qual foi eleito, justamente para não ser cassado e poder mais tarde se eleger novamente, o que sempre consegue, graças ao voto dos cupinchas e dos idiotas. Confira-se o caso do presidente impichado que voltou, virou senador e está prestes a se lançar candidato ao governo do seu estado.
O clamor público ensejou o projeto de lei do ficha limpa, já aprovada pelo legislativo, embora com mudanças subreptícias de última hora, como a emenda do senil senador Chico Dornelles. Contrariamente ao anseio da sociedade, a inelegibilidade por oito anos só valerá, depois de sancionada a nova lei, para os políticos "que forem" (sic) condenados por um tribunal e não para os políticos "que tenham sido condenados..." (sic), como constava da redação original. Tradução: os desonestos já condenados não serão atingidos, mas apenas os políticos com processo em andamento, consequentemente só surtirá efeito depois das eleições deste ano de 2010.
Moral e ética são palavras estranhas para a grande maioria dos políticos e pensar que Theodore Rooosevelt, ilustre republicano, advogado de Harvard, presidente dos EUA no começo do século passado, alertava o povo americano: o homem educado não na moral representa uma ameaça à sociedade.
O atual chefe do governo e seu partido estão muito distantes não só da moral, como principalmente da ética.
Aliás, ambos adotam, sistematicamente, a ideia dos apócrifos citada pelo sueco Stieg Larsson, escritor do best seller "Os homens que não amavam as mulheres", adaptado para o cinema com o filme do mesmo nome, ora em exibição, segundo a qual a magia pode ser praticada, a mentira é autorizada em alguns casos e outras coisas semelhantes, o que tem indignado os exegetas das escrituras.
A magia entre nossos políticos não é novidade. Todavia, jamais se viu tantos mágicos juntos a (des)governar o país, o presidente liderando seus parceiros nos palcos adrede plantados de norte a sul. Quando presidente e partido perguntados sobre alguma questão comprometedora não conseguem se explicar: dizem que não sabiam de nada ou que vai ser apurado...
A magia é ideia fixa do presidente na medida em que se acha o bacana, o maioral, fascinado por ele mesmo, seduzido pelo Obama que o apontou: "Esse é o cara!".
Gosta o presidente de exaltar outros governantes pífios, inexpressivos, como o gagá Fidel Castro, o fanfarrão Hugo Chaves, o que demonstra ser seguidor da magia imitativa. Em outros momentos, não raros, exercita como ninguém a magia negra quando traz à tona a discórdia, numa clara demonstração de que seu intento é só o de querer prejudicar, jogar de bandido.
Como um verdadeiro prestidigitador, sobra-lhe habilidade impar trepado no palco cheio de holofotes para iludir criancinhas, pobres e incautos, talvez disso decorrendo o carisma que desperta nessas pessoas.
Falou o presidente, tomado pela magia simpática, que o Brasil fará muitos investimentos em Cuba, onde tem interesse em recuperar a rede de hotelaria e as rodovias de lá, pois "queremos ser solidários a Cuba..." (!?), como se não bastassem as crônicas e conhecidas doenças daqui como pobreza, saúde, segurança, emprego, direito de propriedade, reforma fiscal, etc., matérias que nunca sensibilizaram o chefe e seus camaradas.
Deixar de bajular países de governos retrógados como Cuba, Venezuela, Bolívia, Irã, está longe de acontecer enquanto o presidente e o partido não mudarem sua teoria pretenciosa e arcaica, ultrapassada de fazer obtusa política externa, altamente prejudicial aos interesses nacionais junto a comunidade internacional.
O professor Benevides Rezende, de saudosa memória, observava nas magníficas aulas de direito romano, que os homens praticam a chamada mentirinha, a mentira convencional, inconsequente. Assim, quando da visita a um amigo doente terminal, com o "pé na cova", este poderia ser encorajado com uma mentirinha do tipo: você está com muito boa aparência, você vai ficar bom logo...
A mentira convencional serve até para melhorar uma situação, talvez sendo esta a conotação dada pelos apócrifos a que se refere o escritor sueco, não se podendo dizer o mesmo da mentira falsa, feita com a intenção de enganar, que causa fraude, expediente utilizado, desavergonhada e cinicamente, pelos hoje donos do poder.
O chefe do executivo não foi destituído do cargo depois de conviver amistosamente com tantas falcatruas no seu governo, o mensalão é um exemplo, mas certamente contará lorotas a seus admiradores, do tipo "engana-me que eu gosto", numa gama de histórias variadas de como governar sem saber absolutamente nada, sem ler "pois dá sono e prefiro ver TV" e sem pegar no breu de verdade.
A sede do governo sempre esteve às moscas, pois o chefe sempre procurou se divertir com um bando de puxa-sacos em longínquas excursões turísticas no famigerado "aerolula", num persistente oba-oba que só a mídia comprada se incumbe de noticiar, mas que não levaram a nada, a não ser a despesas astronômicas.
Durante esses quase oito anos de governo jamais se viu delas algum resultado útil para o país. Ouviu-se, entretanto, que "Lula é o cara", o que deve tê-lo encorajado a se intrometer em assuntos alheios que só dizem respeito à Bolívia, ao Paraguay, à Venezuela, à Cuba, à Honduras e agora ao Irã e Turquia, nessa questão do enriquecimento do urânio, onde fez papel de trouxa, de ingênuo, como acaba de reconhecer a comunidade européia.
Também viajou sua Excelência a países mais pobres que o Brasil, para "perdoar dívidas" e até dar-lhes algum, vejam só...
O estilo é o homem e o chefe tem seu estilo próprio de agitador, o que lhe rendeu muita coisa ao longo dessa sua especialidade, inclusive de falar bravo, tática pra chamar à atenção, mas agir de mansinho depois...
Quem não se lembra do início da sua vida de agitador, no tempo em que pendurado nos palanques, como faz até hoje, procurava jogar o empregado contra o patrão nas suas conhecidas andanças pelos sindicatos, que até lhe renderam um recolhimento atrás das grades durante a ditadura. Passou a agitar os meios sindicais depois de receber pensão vitalícia da previdência, numa aposentadoria precoce, graças à perda de um dedo da mão, num torno.
Comentava-se que o metalúrgico na ocasião conseguira o intento se mutilando, o que era comum entre operários leigos mas não apaixonados pelo trabalho. Há algum tempo, em conversa com familiar do dono da metalúrgica onde o ex-operário em questão se acidentara, foi dito que o acidente ocorrera em razão de ele ter dormido por causa de bebida, o que serve para confirmar o repórter do "New York Times", enxotado daqui ao revelar que "o cara é chegado numa birita...".
O pior é ter de aguardar, ainda que por pouco tempo, a retirada desse bisonho, inábil chefe de governo, que só fez aperfeiçoar a política econômica do seu antecessor. O país poderia ter melhor aproveitado o cenário mundial favorável. A nação graças ao ingente trabalho de seus empresários conseguiu se safar da crise internacional, não porque aqui ela "não passou de uma marolinha...", mas sim porque aqui se trabalhou e o presidente só viajou na maionese, levando a dívida pública ao patamar astronômico de 2 trilhões de reais!
Como se não bastasse ter de aturar esse (des)governo do PT, querem enfiar goela abaixo do eleitor Dona Dilma para suceder o cara e manter o empreguismo, a política da corrupção e da propaganda enganosa, a vergonhosa compra de votos com os bolsas esmolas, a polêmica dos direitos humanos, os empréstimos e perdão de dívidas a outros países, o "papo furado" do pré-sal e das obras do PAC, e outras mazelas do aéreo Lula.
Enquanto o PT procura, por todos meios e formas, camuflar a vida pregressa da sua candidata Dilma, que foi guerrilheira ao lado de celerados combatentes da revolução de 1964, tendo participado do assassinato de inocentes, de assalto a cofres e bancos, a sociedade brasileira não tolerará que essa vergonhosa e repugnante administração prossiga.
Dona Dilma será sacrificada e só está lhe faltando vestir a carocha, como na inquisição, a mitra de papelão com o rubro do cara e do seu partido para ser imolada na eleição de outubro próximo, pois o eleitor já a condenou, ainda que queiram passar a borracha, inutil e infrutiferamente, na sua vida criminosa de antanho.
Os mais humildes, os excluídos não precisam se preocupar, pois a situação deles só tenderá a melhorar, o país melhorando e não sendo roubado na cara dura.
Quanto aos idiotas que aceitam e batem palmas aos desmandos do presidente e do PT, continuarão sofrendo dessa doença incurável que é a idiotia, que não vai embora nem com reza longa ou com folhas...
Nos debates para as próximas eleições, quando o PT e sua candidata ex-bandida comum, e seu recém-aliado PMDB que não sabe ficar fora dos governos, fazendo, a qualquer custo, alianças das mais diversas etiologias, iniciarem a propaganda eleitoral, certamente grande parcela dos eleitores sensatos dirá claro e bom som: CHEGA DE CONVERSA! |