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» Espalha Fatos por Juliano Parolo
O CARA E AS CARAS - 07/04/2009

O sujeito quando come melado pela primeira vez se lambuza todo.
O chefe de governo assim se sentiu quando o mais negro dos presidentes norte-americanos disse, ao primeiro-ministro da Austrália, na última reunião do G-20, em Londres, ao apontar para Lula: "Esse é o cara...". Disse, ainda: "Eu adoro esse cara..." e "Esse é o político mais popular da Terra...É porque ele é boa pinta.".
O iletrado "pau-de-arara", que aqui subiu ao mais alto posto de governo, achou-se o máximo, o "rei da cocada preta", até se sentando ao lado esquerdo da Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, para a foto oficial do encontro, coisa que deve ter combinado antes com o primeiro-ministro inglês, obviamente em troca de algum favor...
Depois de consultar as bases, caiu em si, ponderou que tais elogios não passaram de "gentileza" ou "brincadeira" de Barack Obama.
O que Obama fez na verdade foi encher a bola do "cara", no que deu certamente prioridade e preferência para o Brasil, ao invés de ter que se referir, na América Latina, a dois outros "caras" insuportáveis e muito piores para os EUA: o caudilho da Venezuela e o travestido de índio, o líder dos plantadores de coca da Bolívia.
Realmente, o "cara" faz juz a inúmeras "caras", palavra curta que admite significados vários. Só não é, por enquanto "espia de duas caras". Todavia, pode ser considerado o presidente brasileiro de todas as caras.
Veja-se: é ele um "cara de bolacha", graças ao seu semblante de lua, até no café da manhã, com tons mais rubros do que os esbranquiçados da barba, decorrentes da sua conhecida paixão, a que se referia o ex-repórter do "New York Times": "o cara é chegado numa birita...".
Quem conhece o "cara" sabe que ele não raro se apresenta de "cara cheia" ou tem o hábito de "encher a cara", até para suportar as longas e enfadonhas viagens no país e fora dele, uma forma tranquila de justificar que "trabalha" ou está em "turnê de negócios" ou perambula em busca de algum palanque, de preferência bem distante de Brasília, onde possa continuar aparecendo na mídia, ficando às vezes com "a cara no chão", quando é cobrado por aquilo que prometeu.
Nada como uma espirituosa gelada no "aerolula" em vôo transcontinental, para acompanhar um filminho "pirata" em DVD ou no lugar da pílula para dormir traquilo e não mostrar "cara de fuinha" (enfezada) ou "cara amarrada" (de poucos amigos), quando acorda ou quando seus contestadores aparecem.
Nessas excursões, o cartão de crédito corporativo corre solto na busca de "recuerdos", que a alfãndega não tem nenhum interesse, e que, também, servem "de cara" (de saída) para agradar descontentes e conquistar simpatizantes.
Adora fazer "cara de bravo" em seus discursos, hábito que adquiriu na época em que atuava no sindicato, quando criticava o governo, coisa que continuou fazendo como político e que largou na presidência, passando a xingar outros governos, anteriores ou de fora, culminando com a mais ingênua, despropositada e estapafúrdia afirmativa segundo a qual a atual crise mundial é da responsabilidade de "brancos de olhos azuis" e não de negros ou índios...
Quando aparece corrupção no seu governo, costuma fazer "cara de tacho", acompanhada sempre da alegação usual e gratuita de que desconhece, nem nunca ouviu falar sobre o assunto, mas vai mandar averiguar...
Chega a exagerar quando alguém lhe pergunta algo que não gosta, fazendo "cara de réu". Pior é que parte para o ataque à imprensa quando o enfoque ou comentário não lhe agrada, com "cara de quem comeu e não gostou".
Na verdade, ele tem é "cara de pacamão de enxurrada", que no dito popular quer dizer cara feia demais. Obama exagerou ao afirmar que o cara era "boa pinta", o que não passa de verdadeira gozação...
Sempre que pode faz "cara de macho", como quando comparou um "cabra mofino" com gripe que fica na cama, com o "cabra macho" que vai trabalhar, mesmo doente, e não perde hora de serviço.
Como "arroz de festa", muitas vezes aparece em eventos onde não é chamado, pois tem a mania de lá "dar as caras" e como é autoridade fica mais fácil comparecer e não pagar, isto é marcar presença "de meia cara".
O "cara" consegue empurrar com a barriga as inúmeras irregularidades da sua administração, na qual todos os dias aparece uma diferente da outra. Ele tem a "cara de pau" de afirmar que tais práticas são comuns, continuam ocorrendo sem nenhuma providência e ainda "livra a cara" dos supostos envolvidos.
O país se ressentia, principalmente junto aos empresários, com a eleição de um "cara" iletrado, mas que para surpresa de muitos levou um banqueiro para tocar a mesma política econômica do governo antecessor, a qual se revelou melhorada e aperfeiçoada. Talvez consiga, como país emergente exportador de matéria prima, embora grande importador de tecnologia, minimizar os danos da crise global. Todos torcem nessa direção, mas o "cara" precisa parar de dizer na "cara dura" que aqui só ocorrerão "marolinhas", pois não é isso que está acontecendo.
Já estava na hora de o "cara" ficar quieto e por a mão na massa ao invés de "achar que tem presidente que fala demais...".
O "cara" usa a máquina para tentar eternizar o partido no governo e tem o desplante, a "cara de pau" de afirmar que alguém fala demais...
Ele é que deveria falar de menos. A sucessão é assunto delicado que preocupa o "cara". A essa altura do campeonato ela pouco importa: a sorte está lançada.
Queiram os céus seja proclamado na próxima eleição um novo governo, fazendo com que o "cara" "quebre a cara", não conseguindo a permanência do seu partido.
Seria da maior conveniência, mesmo em final de governo que o "cara" "desamarasse a cara", perdesse sua nítida expressão de zangado, quem sabe só assim transmitiria serenidade à sociedade, coisa que até hoje não conseguiu por falta de competência.
A torcida é grande para que o "cara" tenha, depois da eleição, "cara e coragem" de desistir de trepar num palanque, para o bem do povo e felicidade da nação, retirando-se do palco político, proclamando o que se espera dele, a antítese do "Dia do Fico": Diga ao povo que estou saindo...

 
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