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» Espalha Fatos por Juliano Parolo
ANTÍTESE DO CLOONEY - 01/02/2010

O Veríssimo, filho do grande escritor Érico, faz a exaltação do ator George Clooney, no "Estadão", na última quinta-feira. Diante de tantos predicados do Clooney, que aponta e que os demais homens não possuem, como as mulheres o adoram, acham que ele se aproxima da perfeição, é bonito, charmoso, rico, bom ator, faz bons filmes, Veríssimo enfatiza que contra esse massacre só resta a calúnia.

Clooney realmente tem mostrado ser um grande ator, estando a merecer a estatueta do Oscar por sua filmografia. Dá um banho de interpretação no seu recente e em exibição filme "Up in the Air", que as "mentes brilhantes" dos tradutores deram-lhe o esdrúxulo título de "Amor sem Escalas". Muito ao contrário do que o nome sugere, o amor encenado ocorre justamente nas escalas, nas paradas das viagens aéreas que Clooney faz na desagradável e triste tarefa profissional de dispensar, tête-à-tête, empregados de empresas espalhadas pela América. Quem sabe por esse papel ele conquiste o laurel.

No filme, Clonney anda tanto de avião, durante mais de 320 dias do ano, que cultiva um grande sonho, quase impossível de ser alcançado: completar 10 milhões de milhas voadas na American Airlines para abiscoitar cobiçado prêmio da companhia aérea, o que consegue, em pleno voo, com emoção e contentamento.

Como ninguém pode concorrer com Clooney, diz Veríssimo, só restaria mesmo falar mal dele, daí vai ao ataque: os dentes do Clooney são falsos, ele usa botox, tem pernas finas e desvio de septo, ele é gay pois solteiro, bate na mãe todas quintas-feiras, é extremamente burro, só leu um livro até hoje, contratam dublê quando seu personagem deve ficar pensando, ele é sovina, em Veneza usou nadadeiras no lugar do taxi, tem mau hálito, as atrizes que têm de beijá-lo recebem adicional de insalubridade, tem axilas de cheiro conhecido, tem seborreia e é republicano...

Assim, já se pode notar sensíveis diferenças que separam o grande George Clooney do presidente desta nação, o sapo barbudo de faces rosadas, cabelos e barbas acinzentados, que já foi chamado de "o cara", mas que agora está sendo considerado "o filho do Brasil", por conta do filme de Flávio Barreto de igual nome, feito "pra ganhar dinheiro" (o que não está sendo fácil graças ao fracasso das bilheterias), numa vergonhosa propaganda eleitoreira, em ano eleitoral, patrocinada por empresas que certamente receberão a esperada "reciprocidade" do governo.

Se o filho do Brasil fosse comparado ao George Clooney talvez a semelhança entre os dois seria apenas no branco dos olhos.

O maldizer do Veríssimo é, naturalmente, força de expressão, serviu apenas para motivar sua coluna. Por outro lado, falar mal do filho do Brasil, com o que todos já se acostumaram, está muito longe de ser calúnia, mas pura realidade, embora a maior parte da mídia, como partícipe do cordão dos puxas-sacos e de rabo preso com o governo, esconda todas suas ações corruptas, nefandas e desastrosas. Antevendo a volta da indesejável mordaça aos meios de comunicação, ora preconizada estranha e justamente pelos que lutaram até com armas contra a revolução de 64, os hoje donos do cúpido PT, outras entidades da sociedade aumentaram sua preocupação e torcem para que isso não se repita, esperando com ansiedade que o panorama atual mude logo, porquanto a censura de jornais, rádio, cinema e até da internet está acontecendo, inclusive com o referendo ridículo, para não dizer inconstitucional, de setores do próprio judiciário, a quem incumbe zelar pelo estado democrático de direito.

No "Up in the air", Clonney é um eficiente profissional, que tem o hobby de viajar o tempo todo de avião para poder entregar bilhetes azuis a gente que nunca vira antes, enquanto que o filho do Brasil também anda todos os dias no "aerolula", diferentemente, distribuindo emprego pelo país a fora, em troca de apoio e submissão. "Nunca se viu ninguém neste país..." um chefe do executivo contratar tanto pessoal, uma legião de apadrinhados, apaniguados, cupinchas, partidários do PT e protegidos de toda sorte, onerando cada vez mais o pobre erário nacional, o que transformou o filho do Brasil num verdadeiro "rei do cabide". Interessante que essa sistemática é a cara do seu PT que por hábito torna também mais inflada a máquina das prefeituras e dos governos estaduais onde, lamentavelmente, deram-lhe poder.

Clooney é louco para fazer uma conexão. Só que a conexão do Clooney é aérea, é para ganhar tempo, encurtar distância, prestar melhor serviço. Já as conexões do filho do Brasil são verdadeiros fracassos, porquanto feitas com a Bolívia, com a Venezuela, com Honduras, com Cuba, com o Irã, com alguns países africanos e outros. Ao contrário, elas são perda de tempo e só aumentarão as despesas para o país, quando não dificultarão ainda mais o relacionamento com outras nações das quais o Brasil depende e precisa, o que está longe de acabar em virtude da política externa estar nas mãos de inábeis, despreparados. Quem já teve um Afonso Arinos de Melo Franco, um San Tiago Dantas, um Celso Lafer, jamais poderia permitir que um poltrão como Zelaya tomasse conta da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, por mais de 120 dias...

Clooney conhece seu ofício como ninguém a ponto de ficar preocupado quando moça contratada (Anna Kendrick), recém saída da faculdade, propõe a dispensa dos empregados pela internet, acelerando o processo, cortando-se custos, trazendo Clooney para trabalhar internamente num escritório, comprometendo seu sonho do prêmio da milhagem.

O caro internauta já imaginou se o filho do Brasil fosse proibido de voar, suponhamos por ser portador de labirintite, síndrome de Meniére, pressão alta, flatulência ou outra causa qualquer e ser obrigado a viajar somente de carro ou de "busão" ou ter de ficar recluso, pra trabalhar de verdade, lá em Brasília?

Enquanto Clooney é mestre numa difícil e árdua tarefa, o apedeuto, o filho do Brasil não consegue ler nada "porque dá sono...", tudo que assina é em cruz, o que fala é da boca pra fora ou de ouvir dizer, primeiro fala pra depois pensar ou tentar corrigir. Diferentemente do filme, onde tudo é planejado, previamente preparado para dar certo, porque empresa tem de dar lucro, aqui o filho do Brasil adotou o governo do "bumba meu boi", onde nada importa, o contribuinte está aí para pagar a conta.

Como Clooney sempre ia só a seus compromissos, algumas vezes encontrando um ombro amigo, de preferência apenas uma loiraça (Vera Farmiga) numa cama quente de hotel, com o filho do Brasil a coisa é bem diferente: só viaja em bando, com inúmeros "aspones", além dos interesseiros, no "avião da alegria" para fazer turismo, como se percebe do resultado negativo dessas excursões aéreas aqui e lá fora, revelador do aumento das despesas.

O Veríssimo, se fosse comparar o filho do Brasil ao Clooney, chegaria à conclusão de que o filho do Brasil realmente é um sapo barbudo. Mulheres de todas as idades que o digam. Conheço muitas que o acham insuportável e até asqueroso. Não é rico (ou não era...), nem tampouco charmoso. Ele pode ter carisma, como se diz por aí, o que consegue graças ao papo furado que leva à galera que se contenta com pouco e aplaude por causa das bolsas esmolas.

O filho do Brasil não deixa de ser um ator, pra não dizer um grande fanfarrão: "nunca ouvi falar no mensalão", "não tinha conhecimento...", "vamos ver o que a justiça decide", "vai ser apurado...", "assinei sem ler...". Só que é um ator de péssima qualidade que melhor se adaptaria ao picadeiro de um circo, não serviria sequer para ser carregador da mala do Clooney.

Quanto a algumas das "más qualidades" do Clooney, não sei se o filho do Brasil as tem: dentes falsos, usa botox, desvio de septo, mau hálito, cecê nas axilas, seborreia.

Porém, é público e notório que o filho do Brasil nunca leu um livro, não bateu na mãe, não é burro (totalmente), diz ser casado, não precisa de dublê pois solta logo o que vem na telha, tem perna grossa e barriga de cerveja, é sovina, há anos não sabe o que é pagar uma passagem aérea ou um taxi, só anda em veículos oficiais ou ofertados e tem dois grandes defeitos incuráveis. O primeiro é físico: cortou o dedinho da mão e se aposentou. O outro defeito, o pior de todos, é ser petista, gente maluca, "ruim da cabeça" como no samba, e jamais será um republicano, ainda que converse com "meu amigo Bush", sem o Obama saber, claro...

Recomendaria ao filho do Brasil, que tem compulsão por viagens aéreas, que fosse fazer um estágio com o George Clooney para aprender como ser um executivo de RH útil para despedir empregados com patrão descontente. Depois, ele poderia implantar esse sistema aqui e quem sabe abraçar medalha de ouro pela kilometragem rodada nos aviões, inclusive computando-se todas excursões turísticas em terra, mar e ar feitas antes, durante e depois do seu mandato, o que certamente causaria inveja aos donos das companhias aéreas americanas. Não se esquecer, primeiramente de se auto-despedir de Brasília, bem como ajudar enterrar o PT, proclamando que se tornou um DVP ("Demissor" Voador Privado). O país lhe faria um imorredouro agradecimento e a história se encarregará de contar todas as mazelas da sua administração.

Assim ele voltaria ao seu habitat preferido e daria pela primeira vez uma de executivo, antes o Clooney lhe ensinando como fazer e desfazer a maleta de viagem, pegar um bom restaurante, hospedar-se num hotel de primeira, tudo com cartões alcançados com a milhagem aérea, nunca mais com os cartões institucionais, longe naturalmente das garotas, já que não tem mais idade pra isso, não se esquecendo de controlar a pressão alta por "trabalhar demais..." !

O filho do Brasil é, real e comprovadamente, a antítese do George Clonney, mas todos fazem votos para que ele consiga o estágio com o ator e dê início à nova carreira, neste caso, ele não deve ser objetivo demais o tempo todo, por sugestão do saudoso escritor americano J.D. Salinger ("O Apanhador no Campo de Centeio"), o que alcançará com grande facilidade, pois só pensa naquilo: voar, voar, voar...

 
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